liçao da escola biblica dominical lição 6

Lição 6

08 de agosto de 2010

Profetas Maiores
e Menores


TEXTO ÁUREO


"E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras"
(Lc 24.27).


VERDADE PRÁTICA

Embora sejam classificados em maiores e menores, os profetas do Antigo Testamento foram todos, de igual modo, inspirados verbal e plenariamente pelo Espírito Santo de Deus.

HINOS SUGERIDOS 259, 306, 499


LEITURA DIÁRIA


Segunda - Mt 3.3
Citação de Isaías em o Novo Testamento
S
Terça - Mt 16.14
Menção de Jeremias no Evangelho
T
Quarta - Mt 24.15
Menção de Daniel pelo Senhor Jesus Cristo
Q
Quinta -Mt 12.39-41
Jonas é mencionado por Jesus
Q
Sexta - At 2.16
O profeta Joel é mencionado em Atos
S
Sábado - Lc 24.44
Os Santos Escritos de todos os profetas formam um só corpo literário
S


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 9.25-29

INTERAÇÃO

Professor, o objetivo da lição de hoje é despertar em seu aluno a atenção para a organização do texto bíblico. A Bíblia e, particularmente os livros proféticos, tem uma ordem sistematizada que ajuda a entender os seus respectivos contextos. Deus inspirou os profetas a falar a sua verdade. As verdades de Deus em muitas ocasiões são repetidas por distintos profetas (Os contemporâneos Sofonias e Jeremias, por exemplo, chegaram a profetizar acerca do mesmo tema). Compreendendo a organização dos livros proféticos e, consequentemente, de toda a Bíblia, o seu aluno terá uma base firme para prosseguir nos estudos bíblicos e teológicos.


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Explicar a interpretação apostólica na citação de Oseias e Isaías.

Classificar os livros proféticos da Bíblia.

Conscientizar-se de que conhecer a organização dos livros da Bíblia é requisito básico para o aprofundamento do conhecimento bíblico.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, faça um esquema na lousa ou reproduza cópias, conforme o quadro da estrutura da Bíblia Hebraica. Explique aos seus alunos a importância de compreender a ordem dos livros proféticos (e também os demais). É possível você constatar em sua turma alguns alunos com dificuldades de manusear os livros da Bíblia. Utilizando o índice bíblico, proponha-lhes um exercício: destacar os grupos de livros do Antigo e Novo Testamentos. Depois, incentive-os a fazerem um plano de leitura anual da Bíblia. Você pode achar esses planos em diversas Bíblias ou em livros do gênero. Boa aula!




COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO


Todos os profetas, tanto os pré-clássicos como os clássicos, têm a mesma autoridade divina e igualmente falaram em nome do Senhor. Os chamados clássicos são os profetas literários, divididos em dois grupos: Maiores e Menores. A lição de hoje apresenta um breve estudo do texto da Leitura Bíblica em Classe e, em seguida, uma explanação acerca de dois grupos dos livros proféticos em consideração.

I. OSEIAS - O PROFETA MENOR

1. Oseias em o Novo Testamento. É sabido que a "Bíblia" dos tempos do Novo Testamento consistia exatamente no que hoje conhecemos como o Antigo Testamento. Por isso, o apóstolo Paulo fundamentava sua pregação e seu ensino na Lei e nos Profetas e dizia que não pregava outra coisa senão o que "os profetas e Moisés disseram que devia acontecer" (At 26.22). No texto de Romanos 9, por exemplo, o apóstolo dos gentios cita o nome de Oseias (v.25a) e faz referência ao texto do profeta (Os 2.23).
Note na Leitura Bíblica em Classe que, em seguida, o apóstolo Paulo cita outro profeta, Isaías. Algo que chama a atenção é o fato de o apóstolo citar os dois profetas exatamente na ordem em que se encontram em nossa Bíblia: Oseias, o primeiro dos Profetas Menores e Isaías, dos Maiores.
2. A vocação dos gentios prevista em Oseias. A história deste profeta, como já foi dito na segunda lição, é um dos casos raros em que a condição pessoal do profeta serviu para retratar a mensagem divina; é o que chamamos de "oráculo por ação". Sua história dramática é conhecida por todos os que leem a Palavra de Deus. Até mesmo os nomes de seus filhos descreviam a situação do relacionamento entre o Senhor e Israel. Lo-Ami, terceiro filho de Gomer, mulher do profeta Oseias, era ilegítimo, pois ela havia adulterado (Os 1.8,9). Esse nome significa "não-povo-meu", isto é, "não és meu filho".
Assim como o adultério rompe os laços matrimoniais, Israel, por causa de sua infidelidade a Deus, havia quebrado o concerto divino firmado no Sinai. Entretanto, a profecia contempla um fim glorioso para Israel: "[...] a Lo-Ami direi: Tu és meu povo!" (Os 2.23). É exatamente essa a mensagem que o apóstolo aplica aos gentios que se convertem mediante o evangelho de Cristo: "Chamarei meu povo ao que não era meu povo" (Rm 9.25).
3. A interpretação apostólica. Assim como os hebreus desviados dos dias de Oseias ofereciam sacrifícios aos deuses falsos, os gentios adoravam aos ídolos. Tais cultos eram, na verdade, oferecidos aos demônios (1 Co 10.20). Entretanto, Deus mudaria a sorte de "Lo-Ami" (nesse caso, a utilização de seu nome consiste em uma sinédoque representando Israel), pois "no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo" (Os 1.10). Da mesma forma, Paulo interpretou o texto de Oseias, declarando que o Senhor Deus igualmente mudou a condição dos gentios que se converteram à fé cristã: "Vós não sois meu povo, aí serão chamados filhos do Deus vivo" (v.26).

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

O livro de Oseias tem sua autoridade escriturística reconhecida pelo apóstolo Paulo, que vê neste livro prevista a vocação dos gentios como povo de Deus.

II. ISAÍAS - O PROFETA MAIOR

1. Explanação apostólica (v.27). O apóstolo Paulo aplica a profecia de Isaías acerca do remanescente fiel aos judeus de sua geração, porque apenas uma minoria deles veio a crer em Jesus. A explanação apostólica tem sua razão de ser. O profeta Isaías, preanunciando a destruição do Reino do Norte pelos assírios, destaca "os resíduos" de Israel (Is 10.20), que, sendo poupados por Deus, viriam posteriormente a se converter (v.21). Em outras palavras, a maior parte daquele povo ia perecer (Is 10.22).
2. O cumprimento das promessas de Deus (v.28). Na realidade, não somente o versículo 28, mas toda esta seção (vv.27-29) demonstra que o cumprimento das promessas do Senhor é um fato. Contudo, este se concretiza no tempo de Deus, e não o contrário. Assim, a despeito de a rejeição de Israel a Deus ser uma realidade e a aceitação da mensagem de salvação pelos gentios ser um fato observável, as promessas do Senhor para os judeus não falharam. O profeta fala de uma parte de Israel que será salva, ou seja: o remanescente fiel.
3. A graça de Deus prenunciada por Isaías (v.29). No versículo 29, o apóstolo Paulo volta a citar o profeta messiânico, fazendo alusão a Isaías 1.9. Ele faz coro com o profeta, reconhecendo que se não fosse a misericórdia de Deus, o remanescente de Israel teria desaparecido da terra assim como aconteceu com Sodoma e Gomorra. O apóstolo Paulo está, com isso, advertindo os judeus a reconhecerem a graça de Deus e a converterem-se ao Senhor, a fim de serem salvos (Rm 3.9,23,30; Gl 3.22).

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

O profeta Isaías é referido pelo apóstolo como autoridade escriturística em relação à rejeição de Israel.

III. CLASSIFICAÇÃO DOS LIVROS PROFÉTICOS

1. Os Profetas Maiores. É uma designação utilizada para identificar o primeiro conjunto de cinco livros dos profetas. Eles são chamados de "maiores" por causa do volume do seu conteúdo literário. Os três mais volumosos são Isaías, Jeremias e Ezequiel. Apesar de o livro de Lamentações conter apenas cinco capítulos e o de Daniel doze, ambos pertencem ao grupo dos profetas maiores.
2. Os Profetas Menores. São os doze livros que sucedem os profetas maiores: Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Apesar de ser doze o número de livros, todo o material literário dos profetas menores é considerado como um só livro no cânon judaico. A designação deve-se ao seu pequeno volume literário em comparação aos de Isaías, Jeremias e Ezequiel, e não quanto à qualidade da inspiração divina.
3. A autoridade do ministério profético do Antigo Testamento na Nova Aliança. O apóstolo Paulo citou Oseias e Isaías, reconhecendo a inspiração e a autoridade divinas de ambos. Eles clara e distintamente ouviram a voz de Deus, tendo plena consciência da revelação recebida do Senhor por intermédio do Espírito Santo.
Todos eles foram impelidos pelo Espírito do Senhor para declarar os oráculos divinos ao povo. Alguns dos profetas menores foram contemporâneos dos maiores, como Oseias, Amós e Miqueias, que viveram na mesma época de Isaías. Os últimos dias da vida de Sofonias, por exemplo, coincidiram com os primeiros de Jeremias. Seus temas foram os mesmos, porquanto profetizaram a respeito do Messias, de Israel, das nações vizinhas e da justiça social.
As Escrituras Sagradas não fazem distinção entre os dois grupos. Com exceção de Lamentações, Ezequiel, Obadias e Sofonias, que não são citados diretamente em o Novo Testamento (apesar de haver no texto neotestamentário inúmeras reminiscências de tais livros), todos os demais livros são citados diretamente pelo Senhor Jesus e pelos seus apóstolos. Seis deles são citados por nome: três Maiores: Isaías (Mt 3.3), Jeremias (Mt 2.17) e Daniel (Mt 24.15); e três Menores: Oseias (Rm 9.25), Jonas (Mt 12.39-41) e Joel (At 2.16). Uma curiosidade é que depois do livro dos Salmos, Isaías é o mais citado em o Novo Testamento.

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

A Escritura Sagrada classifica os livros proféticos em dois grupos: maiores e menores, que têm sua autoridade escriturística reconhecida por Jesus e seus apóstolos.

CONCLUSÂO

Os livros dos profetas menores não são secundários, nem os dos maiores mais importantes. Todos são inspirados verbal e plenariamente pelo Espírito Santo. Sem eles, jamais viríamos a entender o plano de Deus para Israel, para os gentios e para a nossa vida em particular.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Bibliográfico
"Os Profetas Escritores
Os profetas são divididos entre "profetas escritores", cujas mensagens estão preservadas como livros do AT, e 'profetas oradores', cujo ministério é descrito, mas não fizeram nenhuma contribuição ao cânon. A importância de um profeta na história não pode, entretanto, ser medida por essas categorias. Elias e Eliseu são profetas oradores. Contudo, esses dois, com sucesso, resistiram aos vigorosos esforços de Acabe e Jezabel em substituir Yahweh por Baal como deidade 'oficial' de Israel (1 Rs 16; 2 Rs 10). As obras dos profetas escritores são divididas em duas categorias. Há os profetas maiores, cujas obras são especialmente longas e, os assim chamados profetas menores, cujos trabalhos são menores"
(RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia. 1.ed. RJ, CPAD, 2005, p.405).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Estrutura dos livros
"O Antigo Testamento é a primeira das duas principais partes da Bíblia, e contém 39 livros, classificados em quatro grupos: Lei, Históricos, Poéticos e Proféticos. Essa ordem é padronizada, aqui, no Ocidente, pois em outros cânones há alterações, ainda mais nos outros ramos do cristianismo como os católicos romanos, ortodoxos, armênios, etíopes, cópticos, siríacos, nestorianos, que incluem os livros apócrifos, e em alguns casos os pseudígrafos. O Antigo testamento Hebraico não contém os apócrifos, porém, estão arranjados de forma diferente [vide o arranjo dos livros dos profetas no cânon judaico no esquema da orientação didática].

Sua Mensagem
O assunto do Antigo Testamento é a redenção humana. O Antigo Testamento não é um tratado de Teologia Sistemática, mas a teologia está presente do começo ao fim, nos relatos históricos, nas poesias, nas profecias, nos preceitos morais e cerimoniais. É, portanto, a fonte de toda a teologia. Não é também um compêndio sistemático da fé de Israel em Deus, cujo clímax dessa revelação é Jesus (Jo 1.18). Toda a história do Antigo Testamento mostra como Deus operou no processo da redenção humana. Registra o relacionamento de Deus com o homem até que o plano de redenção fosse realizado na cruz do Calvário.
Como os primeiros cristãos viam o Antigo Testamento? Era aceito como coletânea de livros inspirados por Deus (2 Tm 3.16). Os cristãos e os judeus preservaram o Antigo Testamento até os nossos dias. A Igreja usou essa parte das Escrituras para a evangelização no seus primeiros dias (At 17.2,3; 24.14; 26.22). O fato de esses cristãos serem judeus justificaria a preservação de suas Escrituras, mas essa preservação não foi só por isso. Além disso, eles reconheciam-na ainda como o núcleo básico de sua fé ampliada em Jesus. O Novo Testamento apresenta com muita frequência o Antigo Testamento como a base para a fé cristã. (SOARES, Ezequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2003, p.23-4).



VOCABULÁRIO

Cânon Judaico: 24 livros agrupados em Lei ou Instrução, Profetas e Escritos.
Reminiscência: Memória, recordação.


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

SOARES, Ezequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2003.



EXERCÍCIOS


1. Qual o primeiro livro dos Profetas Maiores e dos Profetas Menores?
R. Os livros de Isaías e Oseias.

2. Qual é a ordem dos livros proféticos em nosso Cânon?
R. Profetas Maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel. Profetas menores: Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

3. Por que esses livros são chamados de "Profetas Maiores" e "Profetas Menores"?
R. Porque estas designações estão de acordo com o conteúdo literário dos livros.

4. Como é considerado o material literário dos profetas menores no Cânon Judaico?
R. Como um só livro.

5. Quais os profetas maiores e menores mencionados por nome em o Novo Testamento?
R. Maiores: Isaías, Jeremias e Daniel; Menores: Oseias, Jonas e Joel.

escola biblica dominical liçao nº5 data 1/08/2010

Lição 5

01 de agosto de 2010

A Autenticidade
da Profecia


TEXTO ÁUREO


"E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade"
(Mq 5.2).


VERDADE PRÁTICA

A autenticidade da profecia bíblica pode ser averiguada através de sua precisão e cumprimento fiel e insofismável.

HINOS SUGERIDOS 291, 350, 465


LEITURA DIÁRIA


Segunda - Jr 23.5,6
A descendência do Messias
S
Terça - Is 7.14
O nascimento do Messias
T
Quarta - Is 9.1,2
O lugar em que o Messias iria morar
Q
Quinta -Zc 9.9
A entrada do Messias em Jerusalém
Q
Sexta - Sl 41.9; Jo 13.18
O traidor do Messias
S
Sábado - Sl 16.10; At 13.34-38
A ressurreição do Messias
S


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Isaías 53.2-9

INTERAÇÃO

Professor, o que somos deve-se ao mérito exclusivo do Cristo profetizado pelos profetas. As profecias bíblicas se confirmam no desabrochar dos fatos da história universal e no período que compreende os 1400 anos cruciais da história da formação do Canôn. A profecia é relevante desde os períodos antigos da história humana, visto que ocorreu na história judaica e nos Impérios mundiais (Babilônico, Medo-Persa, Grego e Romano). Há mais de 600 anos a.C., foi profetizado sobre o Messias, que veio e cumpriu várias profecias do Antigo Testamento. Ele ainda voltará e, nessa ocasião, se cumprirá tudo o que está profetizado, e Jesus reinará, literalmente, como o Rei dos reis na Terra (Is 61.3-8).


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Identificar a autenticidade da profecia bíblica na história

Explicar as lições doutrinárias do sacrifício de Cristo.

Reconhecer que Deus é o Senhor da história humana.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, reproduza cópias da figura abaixo, distribua-as aos seus alunos, e amplie-a no data show ou use o retroprojetor. Inicie a aula lendo o texto bíblico de Daniel 2.31-45. Com o auxílio da imagem, fale um pouco dos sucessivos impérios na história humana (O império Babilônico; Medo-Persa; Grego; Romano), registrados na Bíblia. Mostre aos seus alunos a precisão da profecia bíblica em descrever a exata ascensão dos Impérios, suas quedas e a promessa de um reino que não terá fim. Se todas as profecias relacionadas aos quatro e excepcionais impérios do mundo se cumpriram minuciosamente conforme as profecias do AT, o que falta para o estabelecimento do Reino Eterno? Afirme aos seus alunos que Deus é o Senhor da história e nunca perde o controle desta. Essa certeza é um bálsamo em nossa jornada, onde as vicissitudes nos tentam e querem nos fazer parar. Boa aula!




COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO


O cumprimento das inúmeras profecias bíblicas a respeito dos reis Nabucodonosor, Ciro e Alexandre - o Grande, das nações do Egito, Assíria e Babilônia, das cidades de Tiro e Sidom e especificamente acerca de Israel e Jerusalém, constitui-se uma prova incontestável da origem, inspiração e autenticidade divinas dos oráculos dos antigos profetas hebreus. Isso sem falar no tema principal das profecias veterotestamentárias - o Senhor Jesus Cristo, em seus dois adventos - do qual uma grande parte teve cumprimento na vida, obra e ministério terreno do Filho de Deus. Devido à relevância de tal assunto, nessa lição nos deteremos a analisar as profecias messiânicas registradas em Isaías 53.

I. O DESPREZO DO SENHOR

1. A apresentação do Senhor. Na realidade, a conhecidíssima profecia de Isaías 53, inicia-se no capítulo anterior, em que o profeta apresenta o Servo do Senhor da seguinte forma: "Eis que o meu servo operará com prudência" (52.13). O Novo Testamento confirma terminantemente que o mais messiânico dos profetas está, incontestavelmente, falando do Senhor Jesus Cristo. Trata-se, portanto, de uma genuína e autêntica mensagem profética da parte do Senhor Deus (At 8.28-35).
2. A mensagem do Senhor. Uma das singularidades do ministério de Nosso Senhor Jesus Cristo foi exatamente o teor de sua mensagem (Jo 7.46). Não obstante, o capítulo 53 inicia já com a pergunta: "Quem deu crédito à nossa pregação?" (v.1), demonstrando que a prédica do Messias seria rejeitada. É contraditório entender o fato de que apesar dos milagres extraordinários operados pelo Filho de Deus e de sua pregação repleta de autoridade e poder, muitos não criam nEle (Jo 12.37,38; Rm 10.16). Até mesmo os de sua casa não compreenderam o seu ministério (Mc 3.21; Jo 7.5).
3. A aparência e a rejeição do Senhor. Não há como saber os traços físicos de Jesus, mas é bem possível que a sua aparência física contrarie a de todos os filmes já produzidos, pois a palavra profética declara que "nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos" (v.2b). A rejeição do Senhor foi tão grande que se iniciou ainda em seu nascimento! Não havia espaço adequado para o nascimento do Filho de Deus em Belém e, por isso, sua mãe deu-o à luz em uma manjedoura (Lc 2.7). Em Isaías 53, duas vezes o versículo três afirma que Ele era "desprezado" e termina dizendo: "não fizemos dele caso algum". Tal descortesia cumpre-se de forma notória nos Evangelhos (Jo 1.10,11).

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

A autenticidade profética é reconhecida mediante o cumprimento das profecias veterotestamentárias relativas à apresentação, aparência, rejeição e mensagem do Senhor.

II. A PAIXÃO E A MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

1. O sofrimento sem igual de Jesus. Apesar de todo o desprezo sofrido por Nosso Senhor Jesus Cristo ao longo de sua vida terrena, os seus últimos dias, iniciados no Getsêmani, onde a sua agonia foi de tal intensidade que o fez suar gotas de sangue (Lc 22.44), foram de um sofrimento indescritível. E o que Ele padeceu a partir de sua prisão? É exatamente assim que o profeta Isaías descreve o Senhor: Ele era um "homem de dores" (v.3) e que "foi oprimido" (v.7). Isaías apresenta-o também como um homem impecável e perfeito em tudo, "porquanto nunca fez injustiça, nem houve engano na sua boca" (v.9). O apóstolo Pedro, que conviveu com Jesus cerca de três anos, confirma essa profecia (1 Pe 2.22). Sim, Jesus foi "cortado da terra dos viventes" (v.8) como um criminoso e malfeitor.
2. O silêncio de Jesus. O profeta compara o Filho de Deus em seu julgamento e morte ao cordeiro levado ao matadouro e à ovelha muda diante de seus tosquiadores: Ele "não abriu a sua boca" (v.7). Assim agiu o Senhor diante do sumo sacerdote no Sinédrio (Mt 26.63) e perante Pôncio Pilatos (Mt 27.12,14). O profeta, pelo Espírito, certamente via as cenas desses interrogatórios. Portanto, o fato de Jesus não ter cometido nenhum delito e de as acusações sobre Ele não terem sido provadas demonstram a total arbitrariedade do julgamento do Mestre, realçando o fracasso da justiça humana.
3. A crucificação e a sepultura de Jesus (v.9). Isaías anuncia de antemão que o Senhor Jesus Cristo "foi contado com os transgressores", e reafirma a verdade de que Ele carregou nossos pecados. Os Evangelhos relatam que Jesus foi crucificado entre dois salteadores (Mt 27.38; Mc 15.27,28), mostrando, assim, a autenticidade da profecia bíblica. Note que as palavras de Cristo no alto da cruz: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34), foram também preditas por Isaías, quando o profeta diz que o Messias "pelos transgressores intercedeu" (v.12).
A análise profética fica mais interessante e rica, quando Isaías prediz que a "sepultura" de Jesus foi colocada entre a dos "ímpios" (v.9). Isso significa que os opositores de Jesus queriam dar-lhe um sepultamento vergonhoso e vil como o de um criminoso. Tal coisa era considerada opróbrio em Israel (Is 14.19). Porém, o plano deles falhou, pois o profeta diz que o Mestre Jesus foi contado "com o rico, na sua morte" (v.9). Ou seja: o Filho de Deus foi enterrado honrada e dignamente. Os Evangelhos, confirmando Isaías, revelam que um homem rico, chamado José, da cidade de Arimatéia, cedeu um túmulo novo, cinzelado na rocha, para que neste fosse posto o corpo do Mestre (Mt 27.57,58,60).

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

A autenticidade profética é reconhecida mediante o cumprimento das profecias veterotestamentárias relativas à paixão e sofrimento de Cristo

III. LIÇÕES DOUTRINÁRIAS DO SACRIFÍCIO DE CRISTO

1. As nossas dores e as nossas enfermidades. O profeta, além de preanunciar detalhes da vida e do sofrimento do Messias, também destacou grandes doutrinas oriundas da morte expiatória de Cristo. Um dos maiores ensinamentos é a vicariedade de seu sacrifício. Isto é, Ele padeceu em nosso lugar, tomando sobre si "as nossas enfermidades e as nossas dores" (v.4). A expiação que o Filho de Deus nos propicia abrange, além da cura física, a espiritual (v.5), conforme atestamos pela leitura do Novo Testamento (Mt 8.17; 1 Pe 2.24).
2. Os nossos pecados. Jesus sofreu não por ter cometido pecado, mas porque agradou a Deus "moê-lo, fazendo-o enfermar", colocando a sua "alma [...] por expiação do pecado" (v.10). Essa foi a vontade de Deus: que o justo sofresse pelo pecador (vv.10,11b). O profeta mostra tratar-se, como já foi dito, de uma morte vicária (Rm 3.25; 5.18,19; 2 Co 5.21).
3. A humildade e o amor de Jesus Cristo. É digno de destaque o fato de o Senhor Jesus Cristo ter se despido de toda a sua glória para tornar-se como um de nós (Fp 2.3-11). Tal humildade e amor benevolente servem-nos de exemplo para que possamos agir da mesma forma em relação aos nossos semelhantes (Jo 3.16; 1 Jo 3.16).

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

As lições doutrinárias do sacrifício de Cristo abrangem nossas dores, enfermidades, nossos pecados, a humildade e o amor de Jesus Cristo.

CONCLUSÂO
Há abundantes evidências em o Novo Testamento sobre o fiel cumprimento de Isaías 53. A Teologia Sistemática (CPAD) de Stanley Horton, na página 91, informa que o professor americano Peter W. Stoner examinou oito profecias sobre Jesus, no Antigo Testamento, e concluiu que na vida de uma pessoa, a probabilidade dos oito casos serem coincidências é de 1 em 1017, ou seja, 1 em cem quatrilhões (100.000.000.000.000.000).
A única explicação racional para o fiel cumprimento das profecias da Bíblia é que Deus tudo revelou aos seus profetas. Não se trata, portanto, de manipulações humanas. As profecias messiânicas já cumpridas mostram-nos a autenticidade da Bíblia e advertem-nos de que as profecias escatológicas também se cumprirão

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Teológico
"A história do mundo segundo o sonho do rei Nabucodonosor
A primeira profecia de Daniel foi acerca do rei Nabudonosor. Tratava dos detalhes de um sonho que o rei tivera e de sua interpretação. Daniel disse: "[...] darei ao rei a interpretação" (2.24), e então interpretou a visão do poderoso monarca sobre uma "extraordinária" (2.31) estátua com a cabeça de ouro, peito e braços de prata, ventre e quadris de bronze e pernas de ferro (2.32,33). Era um sonho sobre os futuros poderes do mundo. A cabeça de ouro era a Babilônia; o peito e os braços representavam os Medos e os Persas. Os quadris de bronze representavam a Grécia, e as pernas e os pés simbolizavam o Império Romano, em seu auge e declínio. Por fim, surge uma "pedra". A pedra representava o Messias de Israel, que feriria "a estátua nos pés de ferro e de barro", esmiuçando-os (2.34). Deus então estabeleceria seu reino, "que não será jamais destruído", referindo-se ao futuro reino messiânico de Cristo (2.44). Esta profecia transpôs o âmbito histórico e mostrou que certas características em cada uma dessas nações levariam ao reino milenial. "Na eternidade, os aspectos temporais irão fundir-se com a criação de um novo céu e uma nova terra" (Unger, Commentary, p.1619). Com o sonho de Nabucodonosor, Deus revelou o propósito de toda a história através de Daniel. Nenhum outro profeta recebeu uma revelação tão completa e precisa"
(LAHAYE, Tim; HINDSON, Ed. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. RJ, 1.ed. CPAD, 2008, pp.175,176).


VOCABULÁRIO

Cinzelado: Lavrado ou esculpido a cinzel.
Cinzel: Instrumento de aço cortante usado por escultores.


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

LAHAYE, Tim; HINDSON, Ed (ed.). Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro. 1.ed. CPAD, 2008.
HORTON, Stanley M. Isaías: O profeta messiânico. Rio de Janeiro. 2.ed. CPAD, 2003.


SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 43, p.38.


EXERCÍCIOS


1. Quem é o Servo do SENHOR em Isaías 52.13 - 53.12?
R. O Senhor Jesus Cristo.

2. Em que texto bíblico no Novo Testamento afirma-se que as pessoas não criam em Jesus?
R. Jo 12.37,38 e Rm 10.16 afirmam que muitos não criam nEle e até mesmo os de sua casa não compreenderam seu ministério (Mc 3.21; Jo 7.5).

3. Que tipo de cura alcança a obra da expiação?
R. Cura física e a espiritual.

4. Por que Jesus sofreu?
R. Porque agradou a Deus "moê-lo, fazendo enfermar", colocando-o por expiação do pecado.

5. O que nos mostra a autenticidade da profecia bíblica?
R. As profecias messiânicas já cumpridas

escola bibblica dominical lição nº4 dia 25/07/2010

Lição 4

25 de julho de 2010

Profecia e
Misticismo



TEXTO ÁUREO


"Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhos que sonhais"
(Jr 29.8).


VERDADE PRÁTICA

Embora o sobrenatural fascine o ser humano, muito do que ocorre, nesse âmbito, não procede de Deus.

HINOS SUGERIDOS 306, 508, 557


LEITURA DIÁRIA


Segunda - Gn 41.8
O fracasso dos sábios adivinhadores
S
Terça - Êx 8.18
A enganação dos magos continua ainda hoje
T
Quarta -Dn 2.2-5
A antiga falácia dos magos e astrólogos
Q
Quinta -Ez 21.21
Hepatoscopia praticada por Nabucodonosor
Q
Sexta - Os 4.12
Rabdomancia feita pelo espírito de luxúria
S
Sábado - Lv 20.27
A Bíblia condena toda forma de prática divinatória
S


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Deuteronômio 13.1-5; 18.10-12

INTERAÇÃO

Prezado professor, como tem sido a receptividade do tema por parte dos alunos? O universo temático da lição de hoje é a identificação do misticismo enganoso, por trás do uso da nomenclatura de Profecia. Como identificar essa tendência? Como saber se a manifestação é ou não divina? O texto da Leitura Bíblica em Classe revela-nos que o sobrenatural pode ser usado para desviar o povo de Deus. A Palavra do Senhor esclarece que, qualquer experiência antes de ser aceita, deve ser submetida ao escrutínio da Escritura Sagrada. No tempo hodierno, não são poucas as pessoas que usam a ingenuidade dos indoutos, a fim de desanimá-los. Cabe a você ensiná-los a ter uma resposta firme contra essas tendências.


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Definir o termo misticismo

Explicar o que são práticas divinatórias

Conscientizar-se de que o objetivo da profecia bíblica é nortear o Corpo de Cristo na sua peregrinação.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Essa lição trata da identificação da verdadeira profecia e do misticismo. Explique aos alunos o termo misticismo e como este, de acordo com o texto áureo, deve ser rejeitado. É importante que o seu aluno saiba fazer uma leitura das ramificações místicas e esotéricas contemporâneas que podem influenciar o povo de Deus. Assim, poderá analisar o universo evangélico e identificar possíveis influências que este vem sofrendo de outras religiões (com destaque para os objetos "sagrados", o uso de roupas, fotos, plantas etc.), a fim de alcançar algum tipo de favor "divino". O povo de Deus precisa saber rejeitar tais inovações


COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO


Devido à popularidade que os meios de comunicação dão às questões espirituais, algumas expressões que antes eram restritas a grupos específicos, acabaram tornando-se comuns. Um bom exemplo são os termos "profecia" e "misticismo". Mas o que de fato significam? Profecia é a mensagem ou palavra do profeta. Já o misticismo, no sentido em que vamos enfocar, é a tendência para a união espiritual íntima com seres espirituais tenebrosos (Ef 6.12). Nessa lição, trataremos das manifestações ocultistas e esotéricas dos místicos no Antigo Testamento, os quais tentaram imitar a autêntica experiência dos verdadeiros profetas de Israel. O mesmo acontece hoje em relação à mensagem do evangelho de Jesus Cristo. Há pessoas que desejam imitá-lo, sem necessariamente ter conhecimento e compromisso algum com a fé cristã.

I. AVALIAÇÃO DA PROFECIA

1. Os embusteiros (13.1). Quando o texto de Deuteronômio 13.1 fala sobre "profeta" ou "sonhador", na realidade está referindo-se a alguém que se apresenta como tal, e é possível que ele realize perante o povo "um sinal ou prodígio". Contudo, tal milagre em si não é garantia de que o seu ministério seja de origem divina. O reformador alemão, Martinho Lutero, dizia com razão que o Diabo é o maior imitador de Deus. Jesus afirmou que tais impostores "farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos" (Mt 24.24). E o apóstolo Paulo nos adverte dizendo que até "Satanás se transfigura em anjo de luz" (2 Co 11.14). Assim, à luz do texto sagrado, é possível alguém manifestar tais sinais e maravilhas sem necessariamente ser um servo de Deus.
2. Como identificar a fonte do milagre? (13.2). A primeira e mais segura regra de autenticação dos prodígios realizados por alguém é a sua coerência bíblica. É impossível alguém operar milagres da parte do Senhor e, ao mesmo tempo, adotar uma teologia contrária à Bíblia, ou seja, quem ensina ao povo a seguir a um deus estranho está incitando a rebelião contra Deus (Dt 13.5). Jesus disse: "[...] por seus frutos os conhecereis" (Mt 7.16). O termo "frutos" não diz respeito apenas ao testemunho pessoal, pois há ateus e praticantes de doutrinas ocultistas que têm um excelente testemunho junto à família e diante da sociedade. Ao falar dos "frutos", o Senhor Jesus Cristo referiu-se mais ao conteúdo teológico do pregador milagreiro e enganador.
3. Deus usa o falso profeta para provar os seus servos (13.3). Como já foi dito, uma das formas mais simples de avaliação de um falso profeta é o conteúdo de sua mensagem. Se a cosmovisão religiosa e filosófica do profeta, ou sonhador, acerca de Deus, do ser humano e do mundo afasta-se das Escrituras, contrariando a doutrina bíblica, ainda que ele faça descer fogo do céu à nossa vista e impressione o povo, devemos continuar firmes em nosso lugar, pois tais manifestações são de fonte estranha. Conforme vimos na leitura bíblica, Deus permite que essas coisas aconteçam para nos provar (13.3). Isso é ainda mais válido para os dias atuais com tantos inovadores milagreiros, falsos cristos e pregadores de "outro Jesus, outro espírito e outro evangelho" (2 Co 11.4).

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

As práticas divinatórias são uma forma infame de idolatria e satanismo e, portanto, repulsivas aos olhos de Deus.

II. PRÁTICAS DIVINATÓRIAS

1. As abomináveis práticas divinatórias (18.9). Moisés enumerou algumas práticas divinatórias comuns entre os cananeus (Dt 18.14), e o profeta Isaías preveniu o povo sobre algo semelhante observado pelos egípcios (Is 19.3); todas essas coisas Israel devia rejeitar. Isso vale também para os cristãos, pois tais práticas existem ainda hoje na sociedade. Elas abrangem direta ou indiretamente: magia, astrologia, alquimia, clarividência, tarô, búzios, quiromancia, necromancia, numerologia, levitação, transe etc. São práticas repulsivas aos olhos de Deus porque representam uma forma infame de idolatria e demonismo.
2. Adivinhador, prognosticador, agoureiro, feiticeiro, encantador, necromante e mágico (18.10,11). O "adivinhador" ou "adivinho" é quem pratica a adivinhação. Como parte da magia, essa prática é uma antiga arte de predizer o futuro por meios diversificados: intuição, explicação de sonhos, cartas, leitura de mão etc. O termo "prognosticador" é uma das possíveis traduções do hebraico onen, e literalmente significa "fazer agouros pela nuvem". É aquele que pratica mágica, vaticínio, presságio, prognóstico e tenta prever o futuro por meio de sortilégios.
O agoureiro é o que pratica agouros, uma forma de magia especializada em tentar predizer males e desgraças (2 Rs 17.17). A palavra hebraica empregada para "feiticeiro" é usada também para "bruxo"; os tais faziam parte do grupo de conselheiros de Faraó, com os seus sábios e magos (Êx 7.11). O termo hebraico traduzido em nossas versões por "encantador de encantamentos" denota "amarrar" alguém por meio de mágica. É o praticante de macumba, de despacho etc. A palavra hebraica usada para "espírito adivinhante" ou "necromante", na ARA, tem sentido abrangente: médium, espírito, espírito de mortos, necromante e também mágico (Lv 19.31; 20.6; Is 8.19; 29.4).
3. Bruxo e bruxaria. Bruxo é o praticante da magia negra que visa fazer o mal (qualquer forma de adivinhação em si mesma já é um mal). A bruxaria chegou ao seu apogeu na Idade Média. Hoje, as bruxas são apresentadas, pela mídia, como heroínas belas para as crianças e adolescentes. Tenha cuidado!

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

As práticas divinatórias são uma forma infame de idolatria e satanismo e, portanto, repulsivas aos olhos de Deus.

III. A NECESSIDADE DA PROFECIA BÍBLICA

1. A voz de Deus na terra. A profecia bíblica é a voz de Deus na terra para nortear homens e mulheres no caminho seguro para o céu; é também chamada de a "profecia da Escritura" (2 Pe 1.20). Mesmo com a queda do homem no Éden, o Senhor nunca deixou de se comunicar com as suas criaturas racionais. Através dos patriarcas, reis, sacerdotes e profetas, Ele revelou a si mesmo e se propôs a habitar no meio do seu povo (Êx 25.8; 29.45,46). Na atualidade, a voz do Senhor pode ser ouvida através da Palavra de Deus, que é pregada ao mundo inteiro por meio da "igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" (1 Tm 3.15).
2. Revelação dos arcanos divinos. Ao falar sobre o fato de Jesus ser o cumprimento da mensagem dos profetas, o apóstolo Pedro disse que "agora", ou seja, para nós que estamos presenciando a materialização dos vaticínios e arcanos divinos, precisamos atentar ainda mais para a importância de tais mensagens, pois cumprem o propósito de servirem como um norte, "até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração" (2 Pe 1.19).
3. O contraste entre a verdadeira profecia e as práticas pagãs. A Leitura Bíblica em Classe e as demais referências citadas nesta lição revelam a gravidade das práticas ocultistas e esotéricas, as quais tentam imitar a profecia bíblica. Elas são demoníacas, portanto, condenadas pela Palavra de Deus. O objetivo dos adivinhadores, magos, prognosticadores, agoureiros, necromantes etc., é o mesmo dos tempos bíblicos: fazer frente à vontade de Deus e ao evangelho de Jesus Cristo, levando o povo ao desvio do único caminho certo, à semelhança de Janes e Jambres que "resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade" (2 Tm 3.8).

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

A profecia bíblica norteia homens e mulheres no caminho para o céu e contradiz as práticas pagãs

CONCLUSÂO

Cada crente em Jesus deve ser sóbrio e vigilante diante da atual avalanche de crenças e práticas disseminadas no mundo atual. Tal popularidade ocorre principalmente por causa dos meios de comunicação (livros, revistas, internet, televisão, esta última principalmente através de novelas, programas de auditórios, filmes e seriados), os quais fazem a sociedade encarar tudo como se tais práticas fossem naturais, comuns e inofensivas. Os formadores de opinião apresentam tais coisas como modismos, mas aos olhos de Deus são uma abominação (Dt 18.9-12; Ap 9.21; 21.8). Nós temos a Bíblia, o Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo, portanto, deixemo-nos ser guiados e ensinados pelo Consolador (Jo 14.26).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Teológico
Método do paganismo e os verdadeiros profetas
"Antes de discutir a lei sobre profetas, Deuteronômio lista diversas técnicas utilizadas pelo paganismo para obter oráculos divinos (Dt 18.9-14). Tais métodos não serviriam para Israel ouvir a voz do Senhor. O que esses itens proibidos têm em comum é que todos caem na categoria da sabedoria e da ingenuidade humanas. Yehezkel Kaufmann, com muita propriedade, chama a adivinhação de ciência de segredos cósmicos e o adivinho de cientista que pode dispensar a revelação divina. O Senhor, em contrapartida, levantaria como seu veículo de revelação um profeta. Tal qual o rei, ele devia ser oriundo da comunidade israelita (18.15; 17.15). Ele só era capaz de falar porque Deus punha a palavra em sua boca (17.19). O fato de Deus, [...], colocar suas palavras na boca de seus profetas explica o porquê de muitos deles iniciarem seus pronunciamentos com: "A palavra do Senhor veio a mim" ou "Assim diz o Senhor". Por outro lado, é raro qualquer outra pessoa nas Escrituras, Antigo ou Novo Testamentos, prefaciar e validar seus comentários com esta fórmula. Uma coisa é afirmar que as Escrituras foram inspiradas; outra coisa é entender como Deus a inspirou. Já com os profetas, não restam dúvidas: Deus os inspirou ao lhes ditar suas palavras, colocando sua palavra em suas bocas, de forma que as palavras do profeta eram proferidas por Deus"
(HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco. RJ: 2.ed. CPAD, 2006, pp.481-2).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOII

Subsídio Teológico
Como Identificar a falsa profecia?

DEUTERONÔMIO 18.10-22 - Como é que os falsos profetas podem ser distinguidos dos verdadeiros?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bíblia contém muitas profecias que nos foram dadas para que nelas creiamos, porque vieram de Deus. Contudo, a Bíblia também mostra a existência de falsos profetas (Mt 7.15). Na verdade, muitas religiões e seitas - incluindo as Testemunhas de Jeová e os Mórmons, alegam ter profetas. Daí, a Bíblia exortar os crentes a "provar" aqueles que se dizem profetas (1 Jo 4.1a). Qual é a diferença entre um falso profeta e um verdadeiro profeta de Deus de acordo com Deuteronômio 18.10-22?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Existem muitos testes para provar um falso profeta. Vários deles estão listados na passagem bíblica em questão. Colocando-os em forma de perguntas, os testes são:

1. Eles sempre entregam falsas profecias? Cem por cento de suas predições em relação ao futuro se cumprem? (Dt 18.21,22)
2. Contatam espíritos de mortos? (Dt 18.11)
3. Utilizam meios de adivinhação? (Dt 18.11)
4. Envolvem médiuns ou feiticeiras? (Êx 20.3,4)
5. Seguem a falsos deuses ou ídolos? (Êx 20.3,4; Dt 13.1-3)
6. Negam a divindade de Jesus Cristo? (Cl 2.8,9)
7. Negam a humanidade de Jesus Cristo? (1 Jo 4.1,2)
8. As suas profecias desviam a atenção da pessoa de Jesus Cristo? (Ap 19.10)
9. Defendem a abstenção de certos alimentos e carnes por razões espirituais? (1 Tm 4.3,4)
10.Criticam ou negam a necessidade do casamento? (1 Tm 4.3)
11.Promovem a imoralidade? (Jd vv.4,7)
12.Encorajam a renúncia pessoal legalista? (Cl 2.16-23)

Uma resposta positiva a qualquer das questões acima é uma indicação de que o profeta não está falando por parte de Deus. Deus não fala e não encoraja qualquer coisa que seja contrária ao seu próprio caráter e mandamentos conforme registrados nas Escrituras. E com absoluta certeza, o Deus da verdade não dá falsas profecias (Dt 18.21-23) (GEISLER, Norman L.; RHODES, Ron. Respostas às Seitas. Rio de Janeiro. 1. ed. CPAD, 2000, pp.65-6).


VOCABULÁRIO

Embusteiro: O que utiliza de embustes; o impostor.
Cosmovisão: Modo de olhar o mundo.
Quiromancia: Adivinhação pelo exame das linhas da palma da mão.
Necromancia: Adivinhação pela invocação de espíritos; magia negra.
Clarividência: capacidade mediúnica de visualizar objetos por meios paranormais.


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HAMILTON, V. P. Manual do Pentateuco. RJ: CPAD, 2006.
GEISLER, Norman.; RHODES, R. Respostas às Seitas. RJ: CPAD, 2000.
BEVERE, J. Assim diz o Senhor? Como saber quando Deus está falando através de outra pessoa. RJ: CPAD, 2006.


SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 43, p. 38.


EXERCÍCIOS


1. Quem eram as figuras centrais em Israel no período que antecedeu a monarquia?
R. A profecia é a mensagem ou palavra do profeta. Misticismo é a tendência da união espiritual íntima com seres espirituais tenebrosos.

2. Por que o profeta Jeremias era visto com desconfiança, como traidor da nação?
R. Não.

3. Por que as práticas religiosas dos cananeus e dos egípcios mencionadas em Dt 18.10,11 são repulsivas aos olhos de Deus?
R. Porque representam uma forma infame de idolatria e satanismo.

4. Qual o objetivo dos adivinhadores em todas as suas formas de adivinhação?
R. Fazer frente à vontade de Deus e ao evangelho de Jesus Cristo.

5. O que e quem temos nós, os cristãos, para nortear a nossa vida espiritual?
R. Nós temos a Bíblia, o Senhor Jesus e o Espírito Santo.

profecias&profetas subsidios para escola dominical

Profecias&profetas



1- Profecia e Profeta:

A palavra profecia (oráculo)
:

em Pv 30.1 segundo algumas versões, representa a palavra hebraica
massa,que propriamente significa “oráculo”; e o nome profeta, em Is 30.10, representa a palavra hebraica chozeh, que propriamente significa “vidente”, e refere-se àqueles que vêem visões. Mas sempre, em qualquer outro lugar no A.T., a “profe cia” é a tradução de nebu’a; e “profeta” a de nabi. Não é certa a significação original da raiz (NB). A raiz (NB) significa ferver em cachão, e nabi, portanto, supõe-se querer dizer aquele que ferve com a inspiração ou com a mensagem divina. Todavia, é mais provável que nabiesteja em conexão com uma raiz assíria ou árabe, que significa proferir, anunciar uma mensagem. Neste caso o nabi é considerado o orador, a quem foi confiada uma missão. Isto está em conformidade como que se lê em Ëx 7.1: “Então disse o Senhor a Moisés: Vê que te constituí como deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta.” Por isso é provável que o nome “profeta”, como é empregado na Bíblia, signifique aquele que fala como acreditado mensageiro do Altíssimo Deus. Deve-se observar que no termo, de que se trata, não há coisa alguma que implique previsão de acontecimentos. Pode um profeta predizer, ou não, o futuro segundo a mensagem que Deus lhe der. Deste modo a palavra grega prophetes, que se acha na versão dos Setenta, e no N.T., significa aquele que “expõe, fala sobre certo assunto”. Os substantivos abstratos nebu’a e propheteie (“profecia”) têm uma significação correspondente.

2-
O estado dos profetas ao receberem a sua mensagem.

E importantíssima ter uma noção certa das condições espirituais do profeta, afim de que possamos penetrar os segredos da comunicação do homem com Deus. A concepção pagã da profecia era a de uma condição absolutamente passiva no profeta, de modo que, quanto mais inconsciente se mostrava, mais apto estava para receber a mensagem divina. Alguma coisa deste gênero se pode ver na histeria do povo israelita. Aquelas danças sagradas dos profetas de Baal, durante as quais eles batiam em si furiosamente, cortando-se com canivetes, para que pudessem receber um sinal visível de aprovação divina, eram, na realidade, uma manifestação típica (1 Rs 18.26 a 28); e é provável que em tempos posteriores os falsos profetas tomassem disposições semelhantes, com o fim de provocarem em si próprios o estado de êxtase para as suas arengas. Mas a idéia pagã de profecia se apresenta dum modo muito claro em Balaão. A sua vontade e os seus próprios pensamentos são vencidos pela inspiração divina, proclamando ele a mensagem celestial, contrariamente aos seus particulares desejos (Nm 22 a 24).

No tempo de Samuel já se vê o principio de melhor sistema. Ele reunia em comunidades aqueles que parecia terem dons especiais da profecia, disciplinando-os, ensinando-lhes a música, e, segundo parece, ministrando-lhes conhecimentos da história e religião, para que pudessem estar nas melhores condições de receber as palavras de Deus (1 Sm 10.10 a 13; 19.18 a 20). A respeito da música pode-se compreender que era para aquietar a alma, e prepará-la para as comunicações com Deus (1 Sm 16. 14 a 23; 2 Rs 3.15). Quanto a serem estas escritas ou não pelo profeta, isso dependia do caráter particular de cada alocução.

Essas profecias, devemos dizê-lo, são inteiramente apostas ás produzidas no estado de mero êxtase. São escritas com grande escolha de palavras e frases, revelando a vida anterior dos profetas, os seus interesses e ocupações, e apresentando em vários graus a cultura e as circunstâncias do tempo em que cada profecia foi revelada. As profecias de Amós. de Miquéias, de Isaias, e de Jeremias, por exemplo, estão muito longe das de Balaão, tanto na visão espiritual como nos conscientes pensamentos e deliberado estudo. Os profetas tinham aprendido que Deus Se servia das próprias faculdades e aptidões deles como instrumento das Suas revelações.

Na verdade, querendo formar a mais alta concepção do estado do profeta, na recepção das comunicações divinas, temos esse ideal em Jesus Cristo, que estava em comunhão com o Seu Pai, e anunciava aos homens o que dele ouvia (Jo
8.26 a 40; 15.15; 17.8). Em Jesus não havia o estado de êxtase, mas manifestava-se uma clara comunicação espiritual, tendo a Sua alma um grandioso poder receptivo e ativo. Na proporção em que os profetas alcançavam este dom maravilhoso de profecia, podiam eles receber e transmitir perfeitamente a mensagem divina.

3-
A função dos profetas.

Examinando as suas palavras num sentido mais lato, e tomando no seu todo a obra dos profetas, observamos que uma das suas mais importantes funções era a interpretação dos fatos passados e presentes. Estudando eles os acontecimentos na presença de Deus, puderam vê-los na sua luz divina, e compreendê-los assim no seu verdadeiro as pecto e significação. Por isso os profetas não eram, realmente, historiadores (como o escritor dos livros dos Reis), mas foram algumas vezes políticos ativos bem como diretores religiosos. Entre estes podemos admitir não
somente Isaias e Jeremias, mas também Eliseu, visto como este mandou um dos filhos dos pro etas ungir Jeú. efetuando deste modo a destruição da dinastia de Onri, culpada de prestar culto a Baal (2 Rs 9). Além disso, o fato de eles perceberem a significação dos acontecimentos passados e presentes, habilitava-os a conhecer os resultados da vida pessoal e nacional, e a proclamar princípios que tinham um alcance muito mais largo, de muito maior extensão, do que o que eles podiam imaginar. E, deste modo, quando as mesmas forças operavam em tempos e lugares muitíssimo distantes dos contemplados pelos próprios profetas, as suas palavras de aviso e conforto achavam cumprimento, não talvez uma vez somente, mas em diversas ocasiões. E a este poder, inerente a uma previsão verdadeiramente inspirada, que São Pedro provavelmente se refere, quando escreveu (2 Pe 1.20): “nenhuma profecia da Escritura é de particular elucidação”, querendo dizer que o seu significado e referência não devem limitar-se a qualquer acontecimento no tempo.

4-
O valor das profecias:

a) Os sacerdotes tratavam de coisas rituais, ou melhor, das ora ções litúrgicas e dos cânticos sagrados. Nos profetas havia vistas mais largas, e uma realização mais completa da vontade de Deus na vida diária, tanto particular como nacional. Se quisermos, talvez, dizer em poucas palavras qual o efeito dos ensinamentos dos profetas sobre os seus contemporâneos, quer se trate de pessoas, quer de nações, afirmaremos que eras esperança o forte sentimento que consolava a alma israelita, apesar dum passado manchado pelo pecado, e dum presente sob a ameaça do castigo. Todavia, superior a tudo, estava Deus realizando o Seu plano de misericórdia e bênçãos. Nenhuma religião, fora do Judaísmo, podia mostrar nos seus ensinamentos tais princípios de consoladora expectativa. E eis aqui um dos grandes segredos que explicam o grande êxito que só a religião de Israel alcançou.

b) Se os contemporâneos dos profetas muito ganharam, ou estiveram na situação de ganhar com a obra dos profetas, maior proveito disso devemos nos ainda tirar. Porquanto estamos agora preparados para ver bem o efeito das suas doutrinas e predições, e considerar as verdades eternas, em que eles depositavam completa confiança. Dum modo particular, certamente, podemos apreciar até certo grau as suas exposições acerca do grande Personagem, por meio do qual havia de vir a redenção de Israel. Não é o nosso fim neste artigo enumerar as várias profecias com relação a Cristo. A maioria delas é bem conhecida. Basta dizer-se que, embora os profetas não alcançassem bem o inteiro sentido das suas próprias palavras, esperavam, contudo, um Ente que havia de ser idealmente perfeito, na sua qualidade de Rei para governar, de Profeta para ensinar, e de Sacerdote para reconciliar; que havia de ser homem, e mais do que homem, pois seria Ele mesmo Deus; e que havia de sofrer até á morte, reinando, contudo, para sempre na Glória.

5-
Profecia e profetas do Novo Testamento:

Houve uma pausa: por espaço de trezentos anos não tinha Deus falado aos homens. Mas no fim desse tempo, João, filho de Zacarias, cognominado o Batista, que foi “profeta”, e “mais de que profeta” (Mt 11.9), apareceu, revelando às multidões a vontade de Deus a respeito delas, e dizendo-lhes que estava chegado o tempo em que as profecias sobre a vinda do Libertador deviam ser cumpridas. E chegou esse tempo do Profeta ideal, em quem tiveram realização, no maior grau. as palavras de Moisés (Dt 18.18; At 3.22), revelando Ele nos Seus atos e palavras o Espírito do Pai celestial. E compreende-se que a atividade profética não tivesse a sua paragem em Jesus Cristo, continuando duma maneira nova, depois que o Espírito Santo foi derramado no dia de Pentecoste. Então, as palavras de Joel receberam parte do seu cumprimento: “vossos filhos e as vossas filhas profetizarão” (Jl 2.28; At 2.17); e mais uma vez se acostumaram os crentes a ouvir os profetas, que se lhes dirigiam em nome do Se nhor. Entre estes são mencionados: Ágabo e outros, vindos de Jerusalém (At 11.27,28; 21.10); profetas em Antioquia (At 13.1); Judas e Silas (At 15.32); as quatro filhas de Filipe, o evangelista (At 21.9). S. Paulo também se refere a profetas cristãos em 1 Co 12.28 e seguintes: 14.29,32,37; Ef 3.5 e 4.11, compreendendo nós, por essas passagens, que esses obreiros, tomando parte proeminente nas reuniões cristãs, nos cultos, eram algumas vezes inclinados a pensar que não podiam restringir o ímpeto da fala. O autor do Apocalipse também se refere freqüentes vezes aos profetas cristãos, que são considerados como seus irmãos (Ap 22.9; vede também 10.7; 11.10-18; 16.6; 18.20-24; 22.6).

Fonte;WWW.vivos.com.br

lição nº2 dia 11/07/2010 escola biblica dominical

Lição 2

11 de julho de 2010


A Natureza da Atividade
Profética


TEXTO ÁUREO


"Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho"
(Hb 1.1).


VERDADE PRÁTICA

A autêntica comunicação profética, nos tempos bíblicos, era feita por meio de palavras e de figuras, a fim de que o povo compreendesse claramente a mensagem divina.

HINOS SUGERIDOS 107, 330, 459


LEITURA DIÁRIA


Segunda - Nm 12.6
Deus fala por meio de sonhos e visões
S
Terça - 1 Sm 3.8-10
Deus fala por meio de voz audível
T
Quarta -1 Sm 16.7
Deus conduz seus profetas
Q
Quinta -2 Sm 7.4
Deus pode falar ao profeta durante à noite
Q
Sexta - 2 Sm 12.13
Deus usa os profetas para exortar seus filhos
S
Sábado - Ez 3.24
A palavra profética procede do Espírito Santo
S


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Jeremias 1.4-6, 9-14


INTERAÇÃO

A comunicação na vida do ser humano é o recurso que abrange integralmente todas as esferas da vida. Você já pensou na importância do processo de comunicação? O quanto ele interfere em nossa relação com Deus e com o próximo? Como Deus se comunica com o seu povo? A profecia no AT era exposta ao receptor mediante algumas formas de comunicação. A presente lição permitirá o entendimento desse processo comunicativo. A profecia, de acordo com o contexto, tem diferentes formas de ser pronunciada. O importante é que Deus é um Ser que se comunica e se revela soberanamente por meio de quem Ele usa. Portanto, precisamos estar atentos a sua maneira de transmitir suas verdades.


OBJETIVOS

Explicar as formas de comunicação divina aos profetas, e pelos profetas ao povo.

Descrever a interpretação naturalista acerca dos profetas do Antigo Testamento.

Refutar a falácia dos naturalistas com argumentos bíblicos.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, indicamos que seja feito um resumo a respeito dos meios de comunicação do profeta. Reproduza o esquema abaixo no data show, retroprojetor ou tire cópias para os alunos. Comente com a classe que Deus usa os meios de comunicação humana para notificar veracidades. Todavia, devemos ter o discernimento para ouvir, reconhecer e obedecer à voz de Deus. Faça a leitura, com seus alunos, de 1 Coríntios 2. 14,15 e destaque que a Igreja hoje deve exercer o discernimento do Espírito para reconhecer as atuais formas de comunicação do Eterno




COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO


Sabemos que Deus falou muitas vezes e de muitas maneiras através dos seus mensageiros (Hb 1.1). Entretanto, pouco se estuda acerca da forma como os profetas de Deus recebiam a revelação divina e como essa mensagem era transmitida ao povo. Assim, o propósito desta lição é estudar a natureza da atividade profética, ou seja, o modus operandi da transmissão dos oráculos divinos aos profetas e, por conseguinte, desses ao povo.

I. AS FORMAS DE COMUNICAÇÃO DE DEUS AOS PROFETAS

1. "[...] Veio a mim a palavra do SENHOR" (v.4). A expressão "veio a mim a palavra do Senhor" geralmente serve para introduzir um diálogo (ou uma visão) entre Deus e o profeta (vv.4,11,13). Essa era a forma usual de o profeta do Senhor demonstrar que a sua mensagem veio do Todo-Poderoso. Algumas vezes, o homem de Deus recebia o oráculo divino de maneira íntima e repentina, ocasião em que somente ele ouvia a voz divina e ninguém mais. São exemplos dessa forma de comunicação entre o Senhor e o seu mensageiro: o que aconteceu com Samuel quando foi ungir Davi (1 Sm 16.6,7), e o que sucedeu ao profeta Isaías ao se encontrar com o rei Acaz (Is 7.3,4).
2. Revelação divina em forma de diálogo (vv.6,9,10). Como vimos na leitura bíblica, o fato de Jeremias recusar a chamada não era desobediência, mas temor, por causa de sua tenra idade. Entretanto, a situação possibilitou um diálogo, onde Deus tocou a boca do profeta e disse-lhe: "Eis que ponho minhas palavras na tua boca" (v.9). Isso simbolizava a comunicação da mensagem divina. Desde então, Jeremias se tornou um porta-voz de Deus, que conferiu-lhe autoridade sobre nações e reinos (v.10). Investido dessa autoridade, o profeta cumpriu a sua missão de extirpar o pecado e a corrupção generalizada do povo e de anunciar a nova aliança com a vinda futura do Messias (v.16; 23.5,6; 31.31-34; Lc 22.20; Hb 9.14,15).
3. Visão ou sonho. Duas outras principais formas de Deus comunicar sua mensagem ao profeta são visões e sonhos (Dn 7.1). A visão transmitida pelo Senhor é algo visto fora da contemplação ou percepção humana comum e natural. Já o sonho, sem ser necessariamente uma revelação de Deus, é apenas uma série de imagens acompanhadas de pensamentos e emoções, que a pessoa vê enquanto dorme. Diferentemente, o sonho profético era outra maneira de Deus se revelar aos profetas (Nm 12.6), tal como fez com Daniel: "[...] teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça" (Dn 7.1).
A comunicação da mensagem divina através das visões que o profeta Jeremias teve é um exemplo que ilustra essa forma de o Eterno transmitir seus oráculos:
a) A visão da vara de amendoeira (vv.11,12). A primeira visão do profeta das lágrimas é significativa, pois a amendoeira é uma árvore que se renova mais cedo para a primavera, ou seja, é a primeira a florir. A palavra hebraica para "amendoeira" ou "amêndoa" é shāqēd, e significa "o despertador", uma vez que o povo a via como o "arauto da primavera". Assim, visto que o verbo sh?qad significa "vigiar, estar de vigília", havendo apenas uma sutil diferença entre "amendoeira" e "vigiar", o nome dessa planta representa o lembrete de que Deus está atento ao cumprimento de sua palavra (cf. Jr 31.28; 44.27).
b) A visão da panela fervendo (vv.13-15). Já a segunda visão dada pelo Senhor a Jeremias veio algum tempo depois e mostra uma panela fervendo, virada do norte para a região da Palestina. O "conteúdo" desse caldeirão (algo sinistro e assustador, pois anunciava o trágico destino da nação judaica devido aos seus pecados) seria derramado sobre Judá e Jerusalém. Isso era algo assegurado pelo próprio Deus, que se encarregou de dar a interpretação da visão: "Do Norte se descobrirá o mal sobre todos os habitantes da terra" (v.14). Qual o real significado dessa mensagem? Ao norte de Israel estavam a Fenícia, Síria, Assíria e Babilônia. Porém, ao longo do livro, fica claro que a palavra profética refere-se especificamente ao reino da Babilônia que dominaria outros povos.

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

A comunicação entre Deus e os profetas dava-se por mensagem ou diálogo direto, sonhos e visões.

II. AS FORMAS DE TRANSMISSÃO DA MENSAGEM DOS PROFETAS AO POVO

1. Declaração oral e direta. A forma mais usual e conhecida de transmissão profética acontece quando o porta-voz divino leva diretamente a alguém a mensagem. É algo muito comum nos profetas pré-clássicos, por exemplo, os profetas e videntes Samuel (1 Sm 15.16,17), Natã (2 Sm 7.8-17; 12.7-10), Gade (1 Sm 22.5), Hanani (2 Cr 16.7) e Elias (1 Rs 21.19-27). Essa forma de comunicação ocorre também nos clássicos, mas a sua quantidade de ocorrências é menor (Jr 38.17). A respeito do conteúdo dos oráculos divinos, sabemos que podem ser de repreensão, advertência, conforto ou ensino. Quanto ao seu cumprimento, pode ser imediato, no tocante a sua geração, num futuro distante ou escatológico.
2. Figuras e símbolos proféticos. Outras formas de os arautos proclamarem a mensagem profética são as figuras e símbolos. Tratam-se de ilustrações pictóricas utilizadas pelo profeta, cujo objetivo é chamar a atenção do seu interlocutor para a mensagem, assim como aconteceu com o profeta Aías, que rasgou um manto em doze pedaços e ofereceu dez deles a Jeroboão I, comunicando-lhe acerca da divisão do reino de Salomão (1 Rs 11.29-32). O profeta Jeremias, orientado por Deus, enterrou próximo ao rio Eufrates um cinto de linho (13.1-11). Semelhantemente, sua ida à casa do oleiro (18.2-6) e o uso da canga de madeira sobre o seu pescoço (27.2; 28.12), são exemplos dessa forma de comunicar a mensagem profética.
3. Casos reais que servem de representação para comunicar a mensagem. Uma forma rara de comunicação da mensagem divina é a que envolve casos reais, utilizados para exemplificar a situação entre Deus e o povo. Chamada em hermenêutica de "oráculo por ação", essa forma pode ser exemplificada mediante a experiência do casamento do profeta Oseias com a prostituta Gomer (Os 1.2,3).

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

A comunicação entre Deus e o povo por meio dos profetas ocorria mediante a mensagem oral e direta, figuras e símbolos proféticos e casos reais ou oráculos por ação.

III. A QUESTÃO EXTÁTICA DO PROFETA

1. Interpretação naturalista. Os intérpretes naturalistas consideram o estado de êxtase como um dos aspectos mais característicos da atividade dos profetas hebreus, mas negam a origem divina de seus oráculos. Eles afirmam que o fenômeno do êxtase era apenas um estado emocional da pessoa. Tal linha de pensamento pretende igualar os profetas de Deus aos adivinhos, falsos profetas hebreus e aos profetas dos deuses das nações vizinhas de Israel. Por conseguinte, é uma "explicação" que deve ser rejeitada pelos crentes em Cristo Jesus.
2. Falácia dos naturalistas. A interpretação naturalista é antibíblica, porque as Escrituras Sagradas declaram que a fonte dos oráculos proféticos é o próprio Deus (Os 12.10; 2 Pe 1.21). Há na Bíblia inúmeras evidências irrefutáveis e indestrutíveis que provam serem os profetas de Israel embaixadores de Deus enviados ao povo (Ag 1.13). Um embaixador ou mensageiro não fala em seu próprio nome e nem diz o que quer; ele transmite a mensagem em nome de quem o enviou, por isso, é muito comum o profeta se expressar empregando a primeira pessoa nos seus discursos, pois está falando em nome do Senhor, as palavras que Ele mesmo mandou (Jr 1.9).
3. A base dos naturalistas e uma refutação. Alguns relatos bíblicos parecem mostrar alguém profetizando em estado de êxtase como Balaão: "[...] caindo em êxtase e de olhos abertos" (Nm 24.4,16). Entretanto, antes de mencionar um desses casos e sua respectiva ressalva, é importante destacar que o termo "êxtase" sequer aparece no Antigo Testamento com esse sentido. A ARC emprega o termo, em itálico, para descrever o estado emocional de Balaão enquanto alçava a sua parábola (Nm 24.4,16). O emprego de palavras em itálico no texto bíblico traduzido indica que não constam explicitamente do texto nas línguas originais. Além do mais, Balaão pode ter sido inicialmente um profeta, mas depois se desviou. Em nenhum lugar do Antigo Testamento, ele é chamado de profeta, antes é reconhecido como "adivinho" (Js 13.22). Deus o usou assim como usou a sua jumenta; bem como usou a Caifás (Jo 11.49-52). Quanto ao caso que alguns afirmam ter paralelo com o "êxtase" de Balaão, trata-se de Saul: "[...] e ele também profetizou diante de Samuel, e esteve nu por terra todo aquele dia e toda aquela noite" (1 Sm 19.24). Contudo, é bom lembrar que Saul, à época dessa experiência, estava distanciado de Deus (1 Sm 16.14).

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

O texto sagrado revela a existência de uma organização de profetas, que eram categorizados em clássicos ou profetas escritores e orais ou não-escritores.

CONCLUSÂO

A Bíblia revela que é propósito de Deus, desde Adão, comunicar-se com as suas criaturas racionais para comunhão, direção, ensino, revelação, exortação e para que possamos entendê-lO. O Senhor usou várias formas para se comunicar com os profetas, e esses, com o povo, de modo que a mensagem se tornasse compreensível. Por isso, é de fundamental importância que os seres humanos também se interessem pelo conhecimento da vontade de Deus, lendo a sua Palavra e sendo instruídos pelos verdadeiros servos do Senhor..

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Bibliológico
Funções da Profecia
Prenunciar. Os profetas foram os primeiros de todos os prenunciadores e porta-vozes de Deus. Abraão, quando recebeu e anunciou a aliança que Deus havia feito com ele a respeito de sua semente, foi um profeta (Gn 12.1-3; 15.1; 22.15ss.). Moisés o maior de todos os profetas deveria receber a Palavra diretamente de Deus e transmiti-la a Arão, que era seu porta-voz (Êx 7.1,2). Como Moisés deveria ser "o deus" do Faraó, o ministério de Arão demonstra perfeitamente o ministério do porta-voz. Todos aqueles que agem na função de proclamar a Palavra de Deus são seus porta-vozes. É nesse sentido que o crente do NT pode profetizar, quando está diretamente habilitado pelo Espírito Santo. Profetizar. Embora nem todos o fizessem, muitos profetas previam o futuro. Abraão, como o primeiro homem a receber o nome de profeta, era ao mesmo tempo um prenunciador e um pressagiador. Ele transmitiu a Isaque e seus descendentes a profecia sobre Israel, que revelava a promessa da primeira vinda de Cristo como semente (Cf. Gl 3.8,16), e também a instalação de Reino.
(Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. RJ, CPAD, p.1599).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOII

Subsídio Teológico
O papel da Predição no Ministério dos Profetas
"[...] Há essencialmente dois tipos de material nos profetas. Há a predição de visão próxima, de eventos a acontecer dentro do tempo de vida do ouvinte; e predição de visão distante, de eventos a acontecerem além do período de vida dos ouvintes. Predições de visões próximas, como Miqueias, serviram frequentemente como prova de que a reivindicação da pessoa de falar por Deus era verdadeira. Elas legitimavam o porta-voz como mensageiro de Deus. Predições para posteridade tinham um propósito diferente no ministério do profeta aos seus contemporâneos, embora hoje possamos prosseguir o cumprimento literal de muitas predições que ficaram para o futuro quando foram proferidas. Predições de visões distantes, que descrevem eventos por acontecer além do período de vida, transmitem a filosofia da história da Escritura. Elas descrevem o triunfo final de Deus sobre o mal e o estabelecimento da justiça na Terra. Elas retratam uma reunião de Israel e a conversão nacional: um tempo de incomparáveis bênçãos quando todas as promessas da aliança feitas a Abraão e Davi, e a Nova Aliança, em Jeremias, serão mantidas. As passagens sublinhadas dessas predições é que Deus é responsável pela história e que ela se desenvolve inexoravelmente em direção ao Seu intencionado fim. Essa é uma mensagem de esperança e confiança. Deus conhece o fim desde o princípio. Nada que acontece na história pode alterar o plano de Deus ou enfraquecer Seu compromisso com Seu povo escolhido"
(RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005, p.407).

VOCABULÁRIO

Oráculo: Mensagem divina transmitida pelo profeta.
Pictórico: De, ou relativo à pintura.
Interlocutor: Aquele que fala com outro, ou em nome do outro.
Extático: Posto em êxtase; elevado.
Naturalista: Relativo ao, ou que é seguidor do naturalismo.
Êxtase: Admiração de coisas sobrenaturais; espécie de arrebatamento íntimo.


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

BEVERE, John. Assim Diz o Senhor? Como saber quando Deus está falando através de outra pessoa. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2006.
Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2006.


SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 43, p. 37.


EXERCÍCIOS


1. Quais as formas de comunicação entre Deus e seus profetas?
R. Diálogo ou mensagem direta, visão e sonho.

2. Quais as formas de comunicação entre os profetas e o povo?
R. Mensagem oral e direta, figuras, símbolos proféticos e oráculos por ação.

3. Cite três figuras usadas por Jeremias para ilustrar a sua mensagem.
R. O cinto de linho (13.1-11), a ida do profeta a casa do oleiro (18.2-6) e o uso da canga de madeira sobre o pescoço (27.2; 28.12).

4. O que a linha de pensamento naturalista acerca dos profetas de Israel pretende?
R. Eles consideram o estado êxtase dos profetas, mas negam a origem divina de seus oráculos.

5. O que significa o profeta expressar sua mensagem em primeira pessoa?
R. Significa que o profeta fala em nome do Senhor, as palavras que Ele mandou (Jr 1.9).

liçao nº 2 escola biblica dominical dia 04/07/2010

Lição 1

04 de julho de 2010

O Ministério Profético no
Antigo Testamento


TEXTO ÁUREO


"E falarei aos profetas e multiplicarei a visão; e, pelo ministério dos profetas, proporei símiles"
(Os 12.10).


VERDADE PRÁTICA

Os profetas do Antigo Testamento serviram como canais de comunicação entre Deus e o seu povo, conscientizando-o acerca da vontade e do conhecimento divinos.

HINOS SUGERIDOS 127, 151, 505


LEITURA DIÁRIA


Segunda - Js 20.2
Deus falou pelo ministério de Moisés
S
Terça - 1 Cr 11.3
Deus falou pelo ministério de Samuel
T
Quarta -1 Rs 12.15
Deus falou pelo ministério do profeta Aías
Q
Quinta -1 Rs 16.12
Deus falou pelo ministério do profeta Jeú
Q
Sexta - 1 Rs 17.16
Deus falou pelo ministério do profeta Elias
S
Sábado - At 3.24
A vinda do Messias foi anunciada pelos profetas
S


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Números 11.24-29


INTERAÇÃO

Prezado professor, neste trimestre estudaremos um tema extremamente relevante para os nossos dias. O comentarista destas lições é o pastor Esequias Soares, que, além de ser um dos mais renomados apologistas da atualidade, preside a Assembleia de Deus em Jundiaí (SP), a Comissão Apologética da CGADB, e é mestre em Ciências da Religião e autor de várias obras publicadas pela CPAD. Vivemos tempos difíceis, o povo de Deus está faminto pela palavra profética autêntica. Entretanto, nesses últimos dias têm aparecido muitos falsos profetas que enganam até os escolhidos. Que o povo do Senhor tenha discernimento e sabedoria, a fim de reconhecer aqueles que são verdadeiramente autorizados para falar por Ele e em lugar dEle.


OBJETIVOS

Identificar a origem do ministério profético.

Explicar o significado do termo profeta dentro do contexto das Escrituras Sagradas.

Reconhever que Moisés e Arão deram início ao ministério dos profetas em Israel.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, reproduza o esquema abaixo e explique à classe que a igreja precisa da profecia e que a Palavra de Deus nos aconselha a não desprezá-la. Entretanto, precisamos examinar tudo com sabedoria. Leia com seus alunos 1 Tessalonicenses 5.19,20. Enfatize que atualmente muitos falsos profetas têm se levantado para conduzir os crentes fiéis à apostasia. A Igreja precisa aprender a julgar as profecias e discernir os espíritos. Contudo, para isso, precisa conhecer a Bíblia, pois toda profecia precisa ser confrontada com a Palavra, já que o nosso Deus nunca se contradiz e foi Ele, através do seu Espírito, quem a inspirou.







O PROFETA


Definição:

“Aquele que fala em lugar de outrem”;
porta-voz de Deus.
Função:
Proclamar os oráculos de Deus
Prova de autenticidade
da mensagem:
Deuteronômio 18.21,22.
Início do ministério
dos profetas:
Moisés iniciou o ofício profético em Israel (Nm 11.25, 26).
Quem poderia ser profeta:
Qualquer pessoa, desde que tivesse uma
chamada divina específica.
Classificação dos profetas:
Clássicos ou profetas escritores e não-escritores ou orais.





COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO

Os profetas do Antigo Testamento inspiram e instruem não somente a Israel, mas a Igreja de Cristo. O Senhor Jesus Cristo e os seus apóstolos fizeram-lhes referências, reconhecendo a autoridade espiritual deles. A presente lição objetiva explanar a missão desses homens de Deus e a abrangência bíblica do termo "profeta".

I. O INÍCIO DO MINISTÉRIO DOS PROFETAS

1. Contexto histórico (v.24). Nos versículos 11 a 15 do capítulo 11 de Números, observamos que Moisés, por causa de seu trabalho excessivo, sentiu-se incapaz de satisfazer plenamente às necessidades do povo, e isso o deixou frustrado. Todos os homens de Deus passam por experiências similares. Quando chegamos a esse ponto, Deus vem em nosso socorro (Sl 121.1,2). Foi nesse contexto que o Senhor, para aliviar a carga de Moisés, repartiu o Espírito que estava sobre o seu servo entre setenta anciãos de Israel, a fim de ajudar o grande legislador do povo hebreu a desempenhar o seu ministério (vv.16,17).
2. Moisés iniciou o ofício profético em Israel (vv.25,26). O verbo "profetizar" aparece aqui pela primeira vez nas Escrituras Sagradas: "[...] quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram" (v.25); "[...] e profetizavam no arraial" (v.26). Foi com essa congregação de setenta homens dos anciãos do povo hebreu que Moisés iniciou ao que posteriormente ficou conhecido como o ministério profético em Israel. Apesar de o verbo ter a sua primeira menção no livro de Números, a figura do profeta está presente desde a época patriarcal. Embora não se saiba qual era exatamente a sua função nesse período, parece-nos incluir a intercessão, visto que Deus disse a Abimeleque acerca de Abraão: "[...] porque profeta é e rogará por ti" (Gn 20.7).
3. "Tomara que todo o povo do SENHOR fosse profeta" (v.29). A resposta de Moisés demonstra que qualquer pessoa podia ser profeta, desde que tivesse uma chamada divina específica. Essa expressão se confirma na história do Antigo Testamento, pois os profetas e profetisas como Débora e Hulda, por exemplo, vieram de diversas tribos, famílias e classes sociais (Jz 4.4; 2 Rs 22.14). Veja ainda o caso de Amós, que era camponês (Am 7.14). Diferentemente dos sacerdotes, os profetas não precisavam pertencer a certa família sacerdotal, como a de Arão; também não havia restrição de idade nem objeção quanto às condições físicas.

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

O ministério profético, como instituição, teve início em Israel por meio de Moisés.

II. O PROFETA

1. Seu significado. A palavra hebraica usada no Antigo Testamento para "profeta" é nābî'. Sua etimologia é incerta, mas o verdadeiro significado é possível pelo seu uso nas Escrituras. O diálogo entre Deus e Moisés (Êx 4.14-16) esclarece o sentido do termo, o qual é "falar em nome Deus". Por conseguinte, é ser um "porta-voz", um "embaixador". (Veja a ilustração do ofício com Moisés e Arão em Êxodo 7.1,2). Deus sabe todas as coisas, conhece o fim desde o princípio; seu conhecimento é absoluto e perfeito em tudo (Is 46.9,10). Portanto, quem fala em seu nome anuncia o futuro como se fosse presente. Isso explica o estreito vínculo de "profetizar" com "prever o futuro" e, ainda, "revelar algo impossível de saber através de recursos humanos", ações possibilitadas apenas por Deus.
2. Sua abrangência. Tanto o substantivo "profeta" como o verbo "profetizar" têm amplo significado no Antigo Testamento e em nossos dias. O termo "falso profeta" aparece na versão grega dos setenta, conhecida como Septuaginta (LXX), e em o Novo Testamento; porém, não existe nas Escrituras hebraicas. Assim, o termo aplica-se também a adivinhos, falsos profetas e profetas das divindades pagãs das nações vizinhas de Israel, sendo identificados como tais pelo contexto (Js 13.22; 1 Rs 22.12; Jr 23.13).
3. Expressões correlatas. Vidente, por exemplo, possui dois termos hebraicos que o identifica nas Escrituras: hozeh e roeh (hōzer e rō'eh na transcrição técnica). Ambos apresentam dois sentidos: ver com os olhos físicos e ver introspectivamente, ou seja, ver com o espírito, por isso, o profeta é chamado de "homem de espírito" (Os 9.7). Houve um período na história profética de Israel em que os profetas eram identificados simplesmente como "videntes" (1 Sm 9.9).

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

O ministério profético, como instituição, teve início em Israel por meio de Moisés.

III. O MINISTÉRIO

1. Havia o ministério dos profetas? Há quem negue a existência da escola e do ministério dos profetas como instituição em Israel nos tempos do Antigo Testamento. Entendemos que no ministério mosaico iniciou-se a atividade profética em Israel (Nm 11.25). Entretanto, o profetismo, como movimento, surgiu séculos depois.
Mais tarde vemos que Samuel presidia a congregação de profetas em Naiote, região de Ramá, onde residia (1 Sm 7.17; 19.19-23). E adiante, vemos a existência de uma escola dos profetas composta por "filhos" dos que exerciam o ofício (2 Rs 2.3,5,15). É importante ressaltar que "filho", na Bíblia, significa também "discípulo, aprendiz" (Pv 3.1,21; 2 Tm 2.1; Fm v.10). Note que o texto sagrado revela a existência de uma organização de profetas bem estruturada, e Eliseu chegou a ser o mestre deles (2 Rs 6.1-3).
2. A corporação profética. O termo original para "ministério, serviço" não é o mesmo referente à atividade dos profetas. A expressão "ministério do profeta" ou "dos profetas", na ARC, como aparece nas leituras diárias desta lição, significa na verdade "por meio dos profetas", como registra a ARA. O vocábulo "ministério" indica o serviço religioso específico e especial, desempenhado pelos levitas (1 Cr 6.32), pelos sacerdotes (1 Cr 24.3) e pelos apóstolos (At 1.25). Isso, porém, não é em si mesmo prova da inexistência de uma corporação profética em Israel (1 Sm 10.5).
3. Classificação. Os profetas do Antigo Testamento são categorizados em clássicos, ou profetas escritores, e os conhecidos também como profetas não-escritores ou orais. Estes últimos são também chamados não literários, os quais não escreveram seus oráculos, como Samuel, Elias e Eliseu. Os profetas clássicos são também chamados de literários, os quais escreveram suas profecias, como Isaías, Jeremias, Ezequiel, dentre outros. Trata-se de uma classificação simplesmente didática. Ambos os grupos desempenharam o mesmo ofício, mas em épocas diferentes. Todos falaram em nome do Deus de Israel. As Escrituras empregam a mesma expressão para ambos os grupos: "veio a palavra do SENHOR a" ou fraseologia similar (1 Sm 15.10; Is 38.4; Jr 1.2). Todos esses profetas usavam a chancela de autoridade divina: "assim diz o SENHOR" (1 Sm 15.2; Is 7.7; Jr 2.2).


SINÓPSE DO TÓPICO (3)

O texto sagrado revela a existência de uma organização de profetas, que eram categorizados em clássicos ou profetas escritores e orais ou não-escritores.

CONCLUSÂO

Deus suscitou os profetas para revelar-se ao homem, a fim de que este conhecesse a vontade divina e o plano de salvação na pessoa sublime de Jesus Cristo, nosso Salvador. Por essa razão, devemos considerar "a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração" (2 Pe 1.19).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Bibliológico

O profeta e Moisés
"Para um melhor entendimento da origem divina da instituição profética, a passagem-chave está em Deuteronômio 18.9-22. Em contrapartida à contínua atividade dos adivinhadores e vaticinadores cananeus, Deus prometeu enviar a Israel seus profetas. Portanto, Israel não seria compelida a lançar mão de meios humanos para obter informações sobre a vida e a morte. Antes, a nação deveria dar ouvidos aos profetas que iriam declarar as verdadeiras Palavras de Deus. Dessa forma, assim como Moisés, ele seria um mediador entre Deus e a nação. Da mesma forma como o sacerdote representava o povo perante Deus, também o profeta representava Deus perante o povo. Entretanto nenhum dos profetas foi uma cópia exata de Moisés. Somente com a vinda de Cristo, eles conheceram aquele grande Profeta que fora verdadeiramente representado por Moisés, aquele que conhecia a Deus Pai face a face (Dt 34.10).
Em Hebreus 3.1-6, existe um grande contraste entre Moisés e Cristo. Na casa de Deus, isto é, na divina organização ou dispensação, Moisés era fiel servo, mas Cristo está acima da casa como Filho. A era do Antigo Testamento, ou Era Mosaica, ficou aqui estabelecida como testemunha do período do Novo Testamento. Nesse sentido, todo o desígnio mosaico pode ser considerado como típico e preparatório de uma nova época. E nesse desígnio de aspecto e preparação, Moisés foi a maior figura, o único que era realmente parecido com Cristo."
(Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro, CPAD, 2006, p.1607).


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOII

Subsídio Teológico
O Ofício Profético - "A Bíblia retrata o profeta como alguém que era aceito nas câmaras do conselho divino, onde Deus 'revela o seu segredo' (Am 3.7). O texto hebraico de 1 Samuel 9.15 retrata Deus 'revelando aos ouvidos' do profeta. Pelo processo da inspiração divina, Deus revelava o que estava oculto (2 Sm 7.27), de forma que o profeta percebia o que o Senhor dissera (Jr 23.18). Esta comunhão com Deus era essencial para que a verdade de Deus fosse revelada pelo processo de inspiração profética. A Palavra do Senhor era comunicada ao profeta e mediada ao povo pelo Espírito Santo - com uma convicção poderosa e precisão exata"
(LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.383).

Subsídio Lexicográfico
Profetismo - "Movimento que, surgido no século VIII a.C., em Israel, tinha por objetivo restaurar o monoteísmo hebreu, combater a idolatria, denunciar as injustiças sociais, proclamar o Dia do Senhor e reacender a esperança messiânica num povo que já não podia esperar contra a esperança.
Tendo sido iniciado por Amós, foi encerrado por Malaquias. João Batista é visto como o último representante deste movimento"
(ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro, CPAD, p.244).

VOCABULÁRIO

ARA: Almeida Revista e Atualizada.
ARC: Almeida Revista e Corrigida.
Profetismo: Movimento surgido no século VIII a.C., que marca o início do ministério profético em Israel.


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

BEVERE, John. Assim Diz o Senhor? Como saber quando Deus está falando através de outra pessoa. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2006.
Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2006.


SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 43, p.36.



EXERCÍCIOS


1. Quem deu início ao ministério profético em Israel?
R. Moisés.

2. Qual o significado de “profeta”?
R. “Porta-voz” ou “embaixador” de Deus, que fala em nome dEle.

3. Explique os dois sentidos da palavra vidente.
R. Ver com os olhos físicos e ver introspectivamente, ou seja, ver com o espírito, por isso, o profeta é chamado de “homem de espírito” (Os 9.7).

4. Quem presidia a congregação de profetas em Naiote?
R. Samuel.

5. Qual a classificação dos profetas do Antigo Testamento?
R. São categorizados em clássicos, ou profetas escritores, e não-escritores ou orais.

esboço total da biblia sagrada

A Bíblia é formada por 66 livros. São 39 livros no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento.

Antigo Testamento é composto por 39 livros que estão organizados da seguinte forma:

Pentateuco: Gn, Ex, Lv, Nm e Dt
Histórico: Js, Jz, Rt, 1Sm, 2Sm, 1Rs, 2Rs, 1Cr, 2Cr, Ed, Ne e Et
Poéticos: Jó, Sl, Pv, Ec e Ct
Profetas Maiores: Is, Jr, Lm, Ez e Dn
Profetas Menores: Os, Jl, Am, Ob, Jn, Mq, Na, Hc, Sf, Ag. Zc e Ml

Novo Testamento é composto por 27 livros que estão organizados da seguinte forma:

Bibliográficos: Mt, Mc, Lc e Jo
Histórico: At
Epístolas Paulina: Rm, 1Co, 2Co, Gl, Ef, Fp, Cl, 1Ts, 2Ts, 1Tm, 2Tm, Tt e Fl
Epístolas Gerais: Hb, Tg, 1Pe, 2Pe, 1Jo, 2Jo, 3Jo e Jd
Revelação: Ap

Esboço dos Livros da Bíblia Sagrada

Antigo Testamento


::
Gênesis & Êxodo
::
Levítico & Números
::
Deuteronômio & Josué
::
Juízes & Rute
::
1 & 2 Samuel
::
1 & 2 Reis
::
1 & 2 Crônicas
::
Esdras & Neemias
::
Ester & Jó
:: Salmos & Provérbios
::
Eclesiastes & Cantares
::
Isaias & Jeremias
::
Lamentações & Ezequiel
::
Daniel & Oséias
::
Joel, Amós & Obadias
::
Jonas & Miquéias
::
Naum & Habacuque
::
Sofonias & Ageu
::
Zacarias & Malaquias

Novo Testamento

:: Mateus & Marcos
::
Lucas & João
::
Atos & Romanos
::
1 & 2 Coríntios
::
Gálatas & Efésios
::
Filipenses & Colossenses
::
1 & 2 Tessalonicenses
::
1 & 2 Timóteo & Tito
::
Filemom, Hebreus, Tiago
::
1 & 2 Pedro
::
1, 2 & 3 João
::
Judas & Apocalipse